quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Apresentação - Pedro Correia

Pedro Correia

Pedro Correia tem 22 anos e é licenciado em Economia pela Universidade Nova de Lisboa. Concluiu o Mestrado em Gestão com especialização em Estratégia, igualmente na Universidade Nova de Lisboa. Actualmente desempenha as funções de analista de negócio na Direcção de Estratégia da Vodafone Portugal. É director de parcerias da WACT (ONGD Portuguesa). A nível político, é vice-presidente da Comissão Política da JSD/Moscavide, Conselheiro Distrital de Lisboa da JSD e é membro da Assembleia de Freguesia da Portela.

É do Sport Lisboa e Benfica. Viveu 6 meses em Estocolmo, ao abrigo do programa Erasmus. A maneira mais fácil de o encontrar é numa corrida depois do trabalho entre o Cais da Matinha e o Parque Tejo em Lisboa.

Ainda a respeito do anti-qualquer coisa

O estimado Tibério Dinis, considera que usei um vocábulo infeliz. Contudo, esta nem me parece ser uma questão muito relevante - se eu fosse um qualquer fundamentalista, não estaria num blog com socialistas e comunistas ou bloquistas, não é verdade? - por um simples motivo: a educação e socialização dos seres humanos faz-se através de preconceitos - uns verdadeiros e correctos, outros nem por isso, sendo isto, claro, subjectivo e padecendo de um enquadramento societal. Independentemente da valoração normativa atribuída aos preconceitos, ou seja, tomando-os em consideração de um ponto de vista meramente abstracto e académico, muitos destes preconceitos, responsáveis pela formação da personalidade, contribuem para uma definição desta, em larga escala, por oposição a outros preconceitos. Tudo isto para dizer que, grande parte da nossa personalidade define-se precisamente por ser anti-qualquer coisa. Não vejo que daí advenha grande choque ou qualquer classificação de "infeliz". Um comunista é anti-liberdade (mesmo que não o saiba, e sobre isso poderemos falar), assim como um liberal é anti-comunista porque pró-liberdade.

Infeliz é insinuar que porque Hitler ou Mussolini eram anti-comunistas, logo eu estaria na mesma categoria - técnica da amálgama e da distorção dos argumentos, muito utilizada à esquerda. Só que não só se pode observar que não eram anti-comunistas primários, como eu me classifiquei, como tanto fascismo e nazismo são apenas a outra face da mesma moeda comunista. Tudo ideologias totalitárias e escravizantes do indivíduo. Como liberal, não considero qualquer uma delas admissível ou tolerável.

Entretanto, vamos discutir algo importante como o actual estado do país?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Concessa venia

Hitler, Estaline, Mussolini, Mao, Pol Pot, Ceauşescu, todos eles anti-qualquer coisa, membros de uma brigada de algozes. Não serão os melhores exemplos a seu favor, afinal, nesta brigada contam-se, precisamente, anti-comunistas com resultados lúgubres.

De bem intencionados está o inferno cheio, é verdade. Todavia, não creio que existam maus intencionados que não estejam na ardente companhia de Lúcifer.

Não acredito que seja um mau intencionado, acredito sim que tenha usado vocábulo infeliz.

De bem intencionados está o Inferno cheio


Eu, que também pouco conheço de História, prefiro ter medo dos bem intencionados para os quais no fim "o Sol brilhará para todos nós". Ao abrigo do projecto Iluminista da Modernidade, muitas foram as tentativas de colocar Utopias em prática. Afinal, Hitler, Estaline, Mussolini, Mao, Pol Pot, Ceausescu, entre tantos outros, eram verdadeiramente bem intencionados, visando almejar um Mundo melhor, um mundo perfeito.

Os parágrafos que se seguem são retirados de um ensaio da minha autoria:

Já Fernando Pessoa assinalava que “o erro capital de todas as definições perfeitas é a perfeição. Uma cousa perfeita deixa sempre suspeitas de não existência”. A perfeição é utópica, e a utopia resulta de uma racionalização que, na História, encontra no Iluminismo o seu expoente máximo, chegando a acreditar-se que só é verdadeiramente livre aquele que se liberta pela razão.

Os sistemas racionais, assentando numa alegada cientificidade que deu corpo à Modernidade e rejeitou a Antiguidade e o papel central que a religião detinha na vida individual e em sociedade, começam desde logo com o sucedâneo de Rousseau e do que este idealizou, ou seja, Karl Marx, cujos ensinamentos vão servir de base aos revolucionários bolchevistas de 1917 e à experiência do comunismo, no qual Saramago se filia ideologicamente.

A acompanhar o comunismo, refiram-se o fascismo ou o nazismo, sistemas que apregoaram o racionalismo e que nem se aperceberam que eram tão ou mais religiosos que a religião católica ou outras. Isto porque, mais do que baseados na ciência, são baseados numa crença apocalíptica. Deve-se, no entanto, notar que Apocalipse significa revelação, ou seja, não é algo negativo, ao contrário do que o emprego habitual da palavra deixa adivinhar. Significa que, após uma revelação, após uma determinada alteração, como cantam os comunistas, “o sol brilhará para todos nós”.

No fundo, estamos aqui a recorrer aos ensinamentos de John Gray, considerando que estes sistemas racionais são baseados nesta escatologia milenarista, uma crença apocalíptica numa revelação ou alteração que fará com que o mundo seja um lugar melhor. O problema que a tentativa de colocar uma utopia em prática levanta é o de que os fins passam a justificar os meios, e todas as atrocidades cometidas em nome de uma ideologia passam a ser desculpadas pelas boas intenções iniciais. Isto é precisamente o mesmo que aconteceu com todas as guerras combatidas em nome de Deus. No essencial, ideologia e religião confundem-se, quando não são exactamente o mesmo, contrariando o que muitos dos mais radicais ideólogos pensam.

E como o próprio John Gray refere, em A Morte da Utopia (Guerra e Paz Editores, 2008, p.29):

"Norman Cohn identifica as seitas e os movimentos milenaristas como agarrados a uma ideia de salvação que tem cinco características distintivas: é colectiva, na medida em que é partilhada pela comunidade de fiéis; é terrestre, na medida em que se realiza na Terra e não no céu ou no Além; é iminente, na medida em que deve chegar depressa e subitamente; é total, na medida em que não só melhorará a vida na Terra mas também a transformará e aperfeiçoará; e miraculosa, na medida em que a sua vinda é conseguida ou assistida por intervenção divina.

Os revolucionários modernos, dos jacobinos em diante, partilham estas crenças, mas, enquanto os milenaristas acreditavam que só Deus refaria o mundo, os revolucionários modernos imaginaram que ele só podia ser remodelado pela humanidade. Esta é uma noção tão forçada como tudo aquilo em que se acreditava nos tempos medievais. Talvez por essa razão tenha sido sempre apresentada como possuindo autoridade da ciência. A política moderna tem sido conduzida pela crença de que a humanidade pode ser libertada dos males imemoriais pelo poder do conhecimento. Nas suas formas mais radicais, esta crença tinha subjacentes as experiências do utopismo revolucionário que definiram os últimos dois séculos".

Aberratio ictus

Assumo a minha liberdade e tolero a dos outros, as suas convicções e as suas opiniões. Afinal, são muitos os bem intencionados desligados da realidade, mesmo sem o saberem.

Tenho medo dos anti-comunistas e dos anti-socialistas, como tenho medo dos anti-monárquicos e dos anti-liberais, entre tantos outros anti-qualquer coisa. Não sei muito de história, mas conheço suficientemente as experiências dos anti-qualquer coisa, para saber que será imprescindível o labor de um cangalheiro, compassado por um melódico réquiem.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ab initio

Antes de mais, cumpre-me agradecer ao Tiago Mendonça o simpático convite para partilhar este espaço com pessoas dos mais diversos quadrantes ideológicos e partidários. Em segundo lugar, devo também saudar todos os colegas de blog, que desconheço mas com os quais tenho a certeza que se gerarão debates frutíferos.

E para começar a lançar alguns temas para a "mesa", começo por me reportar ao que levou o Tiago a convidar-me. Se, por um lado, sou monárquico, por outro, sou de direita, liberal e conservador. Simpatizante, portanto, do PSD e do CDS/PP, dos quais já recebi diversos convites para me filiar. Talvez um dia o venha a fazer mas, por ora, mantenho-me na qualidade de apartidário. Sou, por outro lado, um anti-comunista e anti-socialista primário. Sim, primário, porque tenho como valor supremo a liberdade, coisa que comunistas e socialistas tendem a combater com as suas ideias cheias de boas intenções mas desligadas da realidade, comummente levando ao que Friedrich A. Hayek considerou como o Caminho para a Servidão. Ainda recentemente, no blog que ocupa a maior parte do meu tempo na blogosfera, o Estado Sentido, escrevi sobre como na actual conjuntura do país, os ensinamentos de Hayek se tornam prementes. Percorremos, ao longo destes últimos 36 anos, um lento e inexorável Caminho para a Servidão.

Recentemente, também, escrevi uma carta aberta ao líder do PSD, em réplica a uma carta do Henrique Raposo (aqui e aqui), onde sugeria que Pedro Passos Coelho não desperdiçasse esta oportunidade única para colocar pelo menos um travão - de preferência um ponto final, mas para já, tal parece muito difícil - no descalabro socialista. Escrevi, nesta carta, que um dos valores que está na base do funcionamento dos mercados é o da credibilidade. Independentemente do Orçamento Geral do Estado aprovado (e aquele que o foi é, sem dúvida, muito mau, destinando-se apenas a protelar uma situação insustentável), os credores, que são muito mais racionais que a esmagadora maioria dos portugueses, justificadamente não têm qualquer confiança em José Sócrates. O Primeiro-Ministro não tem qualquer credibilidade, e num sistema político fechado sobre si próprio, bloqueado, constitui-se como o principal problema, e não como uma solução. Por isto mesmo, chegámos a uma triste situação em que apenas uma intervenção externa pode viabilizar a economia do país e credibilizá-lo externamente. Não é que não tenhamos indivíduos à altura para resolver os nossos problemas. Mas estão praticamente arredados dos centros de decisão, estando o próprio sistema numa espiral de degenerescência acentuada, num ambiente, como há uns meses escreveu o Professor José Adelino Maltez, "propício ao neofeudalismo da cunha e do clientelismo, marcado pelo concentracionarismo que é rolo tão unidimensionalizador no capitalismo quanto o era no sovietismo, quando vem de cima para baixo".

O que se tem passado nos últimos dias, é prova disto mesmo e de como as tentativas socialistas de compreender ou domar os mercados não passam de mero wishful thinking, especialmente confrangedor e humilhante para o país quando verbalizado pelo seu principal (ir)responsável, José Sócrates.

Por isto mesmo, triste e infelizmente, chegámos a uma situação em que me parece que apenas uma intervenção externa pode viabilizar economicamente o país, provocando profundas reformas estruturais num sentido liberal, que nos permitam ter um modelo de desenvolvimento sustentável. Essa mesma intervenção acabará, posteriormente, por credibilizar o país externamente. E para aqueles que acenam com o "fantasma do FMI", talvez fosse bom dar uma vista de olhos nos princípios que este considera como imprescindíveis para a consolidação orçamental, de que o reputado economista Carlos Santos dá conta, num blog que decidi criar recentemente, intitulado, precisamente, FMI em Portugal Já.

É que, a continuarmos neste caminho, onde em vez das gerações futuras e da independência do país, é o aqui e agora dos Comensais Interesses Vigentes que toma primazia na desgovernação, apetece dizer, parafraseando Hayek e a famosa expressão que tomou emprestada de Keynes, que "se nos concentrarmos em resultados imediatos, o que certamente estará morto no longo prazo é a liberdade".

Para terminar, deixo apenas uma famosa passagem de Raymond Aron: "O liberal é humilde. Reconhece que o mundo, a vida são complicados. A única coisa de que tem certeza é que a incerteza requer liberdade, para que a verdade seja descoberta por um processo de concorrência e debate que não tem fim. O socialista por sua vez acha que a vida e o mundo são facilmente compreensíveis; sabe tudo e quer impor a estreiteza da sua experiência, da sua ignorância e arrogância".

Apresentações - David da Silva e Diogo Agostinho

David da Silva

David da Silva tem 20 anos, frequenta o Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa. Foi Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Luís de Freitas Branco em 2008, tendo sido nesse ano quadro de excelência académica nessa mesma Escola. É fundador e presidente da Ecozoic, organização de juventude para o Ambiente e os Direitos Humanos. Recebeu duas menções honrosas em concursos literários. É vice-presidente da JSD/Secção de Oeiras, interessado por novas tecnologias, tendo terminado o Curso da FormBit, em Microsoft Office com média de 94%.

Apreciador de desporto, foi quadro de excelência desportiva na Escola Secundária Luís de Freitas Branco em 2008, tendo vencido o Campeonato Escolar de Golfe da Região de Lisboa, em 2007.

Diogo Agostinho

Diogo Agostinho é licenciado em Economia pelo ISCTE, sendo mestrando em Ciência Política na Universidade Católica Portuguesa. Actualmente, exerce ainda, funções de Gestor de Projectos numa Associação Empresarial. É militante da Juventude Social Democrata e blogger do "Psicolaranja".

É um fervoroso adepto do Sporting Clube de Portugal.

domingo, 7 de novembro de 2010

Prólogo

Chego à Zona de Decisão a convite do amigo Tiago Mendonça. Espero que se transforme rapidamente num blogue activo e de qualidade, correspondendo às expectativas do criador.

Procurarei manter um estilo distinto daquele que mantenho no meu blogue pessoal, o In Concreto.

A propósito, deixo-vos aqui uma rubrica do meu blogue na qual o convidado foi Tiago Mendonça., o tema foi Juventudes Partidárias O vídeo só recentemente foi adicionado ao YouTube, estando também disponível no AçoresTube.

Apresentações - Cátia Terrinca

Fica apresentação do sétimo membro deste blogue, Cátia Terrinca. Uma certeza: A apresentação mais original de todas.

Cátia Terrinca

Cátia V Sofia [Terrinca] (s.f) = miúda de 1.79m que quando cruza as pernas debaixo das mesas faz nódoas negras nos joelhos; crente no peter pan e no sistema solar; deputada municipal; arquitecta de olhar, que um dia descobriu o teatro; eterna estudante, hoje da Escola Superior de Teatro e Cinema; membro de um colectivo – 3.14; de idade incerta, de naturalidade irrelevante.

P.S (Acrescentada por mim) - Para que se perceba a abrangência ideológica que este novo espaço pretende ter, interessa salientar que a Cátia é Deputada na Assembleia Municipal de Loures, eleita nas listas do Bloco de Esquerda.

Apresentações

Ficam as apresentações de 6 dos autores deste blogue:

Samuel Paiva Pires:

Licenciado em Relações Internacionais (regime pré-bolonha), com média final de 16 valores, pelo ISCSP da Universidade Técnica de Lisboa, onde é actualmente mestrando em Ciência Política. Desempenha no mesmo Instituto o cargo de representante dos alunos no Conselho de Escola, e é investigador colaborador do Grupo de Estudos Políticos do Centro de Administração e Políticas Públicas. No ISCSP, foi também dirigente associativo e do Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais.Bolseiro Santander Totta em 2007, tendo efectuado um semestre na Universidade de Brasília. Premiado com uma Bolsa de Estudo por Mérito no ano lectivo 2007/2008. É Presidente da Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico e Vice-Presidente da Youth Atlantic Treaty Association. Membro Associado do Instituto da Democracia Portuguesa. Trabalha na Associação Bandeira Azul da Europa, onde apoia a coordenação dos programas Eco-Escolas e Jovens Repórteres para o Ambiente. Criador do blog Estado Sentido, colaborador da Plataforma do Centenário da República, tendo ainda colaborado no extinto Novo Rumo. Em relação a causas mais específicas, promoveu o PEPAC - Porque os Estágios Parecem Algo Complicado, para denunciar as irregularidades do PEPAC, e criou recentemente o blog FMI em Portugal Já".

É Monárquico e liberal convicto. Leitor ávido, não dispensa a música, tendo já actuado em algumas festas universitárias como DJ.

Tibério Dinis

Tibério Dinis tem 23 anos e é natural da Ilha Terceira, Açores. Frequenta o 4º ano da licenciatura de Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. É autor do blogue In Concreto, um dos blogues com mais visitas do arquipélago dos Açores.

É simpatizante do Partido Socialista. Adepto do Futebol Clube do Porto.

Bruno Antunes

Bruno Antunes tem 22 anos e é licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. É mestrando na Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, Escola de Lisboa. É co-fundador e co-autor do "Um Blogue do Caraças".

Não se encontra filiado em nenhuma juventude partidária. É adepto do Sport Lisboa e Benfica.

Joana Yemi Pereira

Licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Actualmente está a frequentar o 2º ano de Mestrado no Departamento de Estudos Políticos da UNL, com especialização em Estudos Políticos de Área. É também investigadora do Instituto Superior Técnico da UTL. As suas áreas de interesse passam pela Política Externa Portuguesa e das grandes potências mundiais, o papel das organizações internacionais, particularmente em matéria de defesa e segurança, bem como o estudo das mais variadas temáticas relacionadas com a Política Internacional.

Tiago Gonçalves

É finalista da licenciatura de Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. É Presidente do Grupo Municipal do Partido Socialista, na Assembleia Municipal de Peniche. É ainda deputado e Vice-Presidente do Grupo Intermunicipal do Partido Socialista na Assembleia Intermunicipal do Oeste. É Secretário Nacional da Comunicação da JS e Secretário Federativo de Leiria do Partido Socialista.

Tiago Mendonça

Tiago Mendonça tem 23 anos. É licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, com a classificação de 15 valores. Actualmente, frequenta o Mestrado Científico na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, na especialização de Economia Política e Análise Económica do Direito. Foi Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária da Portela no ano lectivo 2002/2003 e 2003/2004. Actualmente, é presidente da Comissão Política de Secção da JSD/Moscavide. É, também, Deputado na Assembleia Municipal do Concelho de Loures. Participou em vários blogues, salientando-se o "Laranja Choque" de que foi autor nos últimos dois anos.

Simpatizante do Sport Lisboa e Benfica. Adepto de um bom livro e de uma boa conversa.

sábado, 6 de novembro de 2010

O primeiro de muitos!

A Geração mais qualificada de sempre. É assim, que não poucas vezes, a geração dos anos 80 e 90, é apelidada. Uma certeza tenho: É a geração mais informada de sempre.


Numa sociedade cada vez mais globalizada, com os efeitos positivos e negativos que isso acarreta, as novas tecnologias imperam, assumindo um papel preponderante nesta sociedade de informação em que nos inserimos.


Neste contexto, cumpre agora explicar o porquê do aparecimento deste blogue, tendo em conta que já existem centenas e centenas de blogues que discutem variados assuntos em modelos, igualmente bastante diversificados. Este blogue surge, porque considero que não existe nenhum espaço na blogosfera que se proponha a fazer o que este novo fórum pretende. E esta consideração, mais do que agora ser explanada, carece da vossa comprovação e da vossa opinião. Mais, carece do vosso contributo, porque este é também o vosso espaço. Um espaço de liberdade. De liberdade de pensamento, de liberdade de opinião.


Um espaço de discussão aberto a diversas sensibilidades. Da Esquerda à Direita. Republicanos e Monárquicos. Economistas e Advogados. Médicos e pessoas ligadas à cultura. Filiados e não filiados em juventudes partidárias. Todos juntos, com denominador comum: A qualidade humana e a qualidade técnica, reconhecida, nas áreas em que se inserem e têm vindo a notabilizar nos últimos tempos.


Porquê Zona de Decisão? É uma expressão que utilizo correntemente, no sentido de afirmar que, não raras vezes, os melhores são afastados, propositadamente, dessa zona de decisão. Normalmente, os seres pensantes, são mais incómodos, que os acríticos e amorfos, que fecham os olhos ao facilitismo e à pequena corrupção que vai minando a nossa sociedade. É fundamental que estas pessoas, as que aqui vão escrever, e tantos outros milhares de jovens que se enquadram neste perfil (cumprirá dizer o óbvio, não temos qualquer pretensão em nos considerarmos meia dúzia de iluminados, salvadores da pátria, mas somente, seres pensantes e informados com capacidade despertar ou, pelo menos, de tentar despertar o sentimento de activismo de tantas outras pessoas que também se posicionam neste quadro de valores e apetências) cheguem, definitivamente, à ZONA DE DECISÃO!


Segue dentro de momentos, as apresentações dos diversos autores do blogue, que tive a honra de convidar a partilharem comigo o prazer de escrever neste novo espaço que hoje se funda. Hoje dia 6 de Novembro, precisamente oito anos depois da minha primeira vitória eleitoral, referente às eleições para a Associação de Estudantes da minha Escola Secundária. Foi aí, que pela primeira vez senti, que era possível que jovens que observam a política numa perspectiva de serviço público, desligada de clientelismos e despreocupada do tacticismo que mina acção política, chegarem à Zona de Decisão. Também aí, jovens com sensibilidades diversas para os variados problemas com que nos defrontámos, com gostos e preferências diferentes e até com ideologias políticas diametralmente distintas.


Começamos hoje. Na Blogosfera. Nós e mais alguns jovens (essencialmente, jovens de espírito) que periodicamente convidaremos a participarem neste espaço, com as suas opiniões e ideias sobre os variados temas que serão trazidos a debate. Amanhã, ao pé de ti. Na tua freguesia, no teu Concelho. Contamos contigo!


Ate já! Até à Zona de Decisão!