domingo, 14 de novembro de 2010
Escrevi este texto num comentário no Blogue "Psicolaranja", em defesa da Livre Militância.
Breve comentário às Eleições da JSD/Lisboa
sábado, 13 de novembro de 2010
Uma nova abordagem ao Ambiente
As políticas ambientais definiram uma espécie muito própria de fazer política. Têm os seus próprios princípios, as suas limitações técnicas e financeiras, a sua questão de interesse público entre muitas outras particularidades. Mas infelizmente as questões ambientais sempre foram e ainda são vistas como programas de radicais, ou de mentes ultra-liberais, cuja principal limitação é a de olhar somente para a Natureza e não para as questões humanas no seu todo. Aliás, ao pensarmos num "Ambientalista", a larga maioria de nós pensa num hippie mal vestido e de barba longa acorrentado a uma árvores com um sinal a dizer "Salvem as baleias!" ou algo assim, e não num Carlos Pimenta ou num Macário Correia.
Sem dúvida, o principal problema das questões ambientais são os seus preconceitos. Ora quem está de fora acha que é algo necessário, em que se deve gastar um pouco de dinheiro para termos florestas bonitas, ora quem está por dentro cerra-se muitas vezes numa cápsula de isolação, em que apenas conta o Ambiente. Para a maioria dos nossos legisladores, conservar a Natureza significa expulsar as pessoas de lá. Para outros, a água é necessariamente um bem público e não um bem comum, levando a uma situação totalmente insustentável. Outros afirmam com toda a certeza que temos uma excelente politica energética, quando nem sabem distinguir electricidade de energia.
Felizmente pouco a pouco existem movimentos que tentam contrariar isto, e tratam o Ambiente exactamente como deve ser tratado: algo do qual nós fazemos parte e que devemos tratar bem para que "sejamos igualmente bem tratados". Uma posição responsável e que saiba que ser "ecológico" compensa!
Quanto é que se poupava ao apostar na eficiência hídrica? Ou reabilitação urbana com medidas energéticas correctivas? Ou em tratamento efectivo de resíduos? Ou em ecologia industrial? Quanto é que se poupava ao reciclar todo o papel da administração pública? Ou em ter edifícios energéticamente eficientes e independentes?
Muitas empresas já começaram a aplicar medidas ambientais tendo em vista a redução de despesa. Basta ler o Diário Económico para conhecer alguns exemplos. Infelizmente os nossos políticos não....
Quando fundei a Ecozoic pensei exactamente neste tipo de mentalidade. Quando entrei para a JSD a mesma coisa, e o mesmo se passou quando aceitei o convite de ser contribuidor para este blogue. Como tal, aquilo que posso humildemente prometer é que os meus posts serão nesta linha de pensamento.
De pensar Ambiente com Humanidade, de ver Energia como um todo, de associar Economia a Ecologia. Sou contra quaisquer tipos de radicalismos ou mentes fechadas. O que quero aqui promover e deixar são novas soluções e propostas. A qualidade destas caberá ao leitor decidir.
Espero não desiludir!
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Prémio Melhoria de Processos CM Loures
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Ensaio da tarde...

Da hipocrisia dos simultâneos defensores e coveiros do Estado Social

Declaração sobre as Eleições na JSD/Lisboa
In fine
Pedras...

Pedras no Caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
Uma questão de Humanidade
Aminetu Haidar, activista dos Direitos Humanos, está em Portugal. Esta semana cumprirá uma agenda de visitas a várias instituições desde a Universidade de Coimbra à Assembleia Municipal de Lisboa. Encontrar-se-á também com militantes da luta pela auto-determinação do Sahara Ocidental, actualmente administrado por Marrocos. A passagem da activista acontece quase um ano depois da greve de fome contra o regime marroquino que a impedia de regressar à sua terra natal, vinda de Nova Iorque, onde recebeu o prémio de Direitos Humanos Robert F. Kennedy. Durante uns longos e penosos 32 dias, Aminetu Haidar colocando a sua vida em perigo em nome da auto-determinação do povo saharauí, permaneceu no Aeroporto de Lanzarote, num protesto que não só atraiu a atenção da comunidade internacional para a causa em que acredita como a lançou para uma vida mais díficil dado os danos físicos permanentes que 32 dias de fome lhe causaram.
A sua visita reveste especial importância quando, esta semana, o El Pais e o El Mundo relatam a invasão de um acampamento no Sahara Ocidental, por parte das forças de segurança de Marrocos. Num destes locais onde se contabilizavam aproximadamente 7 mil tendas e 20 mil pessoas, as forças de segurança marroquinas, segundo estes diários espanhóis, deram entrada durante a madrugada, utilizando gás lacrimogéneo e canhões de água, tendo em seguida incendiado centenas de tendas. Há, ainda, relatos que desde o passado Domingo as forças de segurança de Marrocos bloquearam a entrada nesse acampamento junto à capital do Sahara Ocidental, El Aiun, provocando confrontos entre manifestantes e a polícia. Fontes no local referiram a agências noticiosas que mulheres e crianças recusam-se a abandonar o acampamento por temerem pela vida dos seus maridos e pais.
É importante que a comunidade internacional esteja atenta à situação na região. Por um lado, Espanha, pelas razões históricas e de antiga potência colonizadora, e por outro, Portugal, membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ambos países claramente defensores dos Direitos Humanos, devem utilizar sua influência, quer no contexto da União Europeia, quer no contexto das Nações Unidas, a fim de repor a normalidade no Sahara Ocidental.
Portugal não deve fingir que nada se passa aqui tão perto. Nem deve por razões económicas abster-se de exprimir os princípios e os ideais que sempre fizeram parte da sua carta magna e que ao longo dos anos orientaram o país e a sua acção. Termino, elogiando a coragem e a determinação de Aminetu Haidar, quando no Mundo e nos dias em que vivemos poucos exemplos temos de sacrifício e de empenho pelas causas colectivas.
O início
É com enorme satisfação que vejo a materialização deste forúm, idealizado por mim e pelo Tiago já há alguns meses a esta parte e que pretende responder a uma necessidade que identifico de se colocar à discussão problemas do país real, apresentar soluções fortes e na abrangência encontrar uma decisão, um caminho. Vivemos num momento crucial da História de Portugal, um traçado de erros sucessivos desenhado nas últimas décadas colocou-nos numa situação limite: Se na próxima década não concretizarmos as reformas estruturais essenciais e transversais a todas as áreas da sociedade portuguesa, com elevada probabilidade estaremos a divergir da Europa, no crescimento e desenvolvimento económico, durante os próximos séculos.
A qualidade está presente, como refiro habitualmente, os Portugueses não só são capazes de igualar o melhor que lá fora se faz como de superar. A NOVA que vai representando a excelência do ensino da Economia em Portugal pela Europa, tem sucessivamente, no âmbito dos programas de intercâmbio, os seus alunos a superar os melhores resultados nas melhores faculdades. Temos figuras brilhantes que em todas as àreas da sociedade, sem excepção, estão em paridade com o topo da Qualidade Mundial.
Se acompanhamos o "state of the art" individualmente porque não o fazemos em conjunto? É esta a questão que devemos resolver, e só a poderemos alcançar com abrangência, descomprometimento de interesses secundários, e com decisões agora.
Vejo neste espaço a capacidade e creio que se se mantiver o foco necessário poderemos elaborar algumas das resoluções que precisamos.
Posto esta introdução peço as minhas desculpas a todos pelo atraso com que me início no blog, mas as jornadas de trabalho para lá das 22h têm se sucedido, absorvendo, por isso todo o meu tempo, e impedindo-me de acompanhar este arranque na discussão.
Agora sim, segue a minha curta apresentação:
Pedro Correia, 22 anos. Concluiu o Curso de Economia e Mestrado em Gestão com especialização em Estratégia ambos pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, o último com uma classificação final de 17, quer na parte lectiva quer na Tese de Mestrado. Actualmente desempenha as funções de analista de negócio na Direcção de Estratégia da Vodafone Portugal bem como é Director de Parcerias da WACT (ONGD Portuguesa). A nível político assume os cargos de Membro da Comissão Política da JSD Secção de Moscavide, é Conselheiro Distrital da JSD Lisboa e Membro da Assembleia de Freguesia da Portela. Viveu 6 meses em Estocolmo onde teve a oportunidade de estudar no Departamento de Economia da Stockholms Universitet. A forma mais fácil de o encontrar..Numa corrida depois do trabalho entre o Cais da Matinha e o Parque Tejo em Lisboa!
Ps: peço desde já a compreensão para algum erro ortográfico que possa ter passado agora e no futuro, não revi o que escrevi e em próximos momentos é igualmente possível que não o tenha o tempo para o fazer. Com as ideias, essas, garanto atenção total!
cumprimentos
Morreu o "Senhor do Adeus"

Já dizia o meu falecido tio-avô

Ainda o anti-qualquer coisa (3)
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Olá a todos!
Congresso Nacional (1)
- Será que o modelo de rateio dos delegados pelas secções, votando em Congresso Nacional os representantes de cada secção é um modelo melhor que o sistema de Directas?
- Aceitando o modelo de rateio dos delegados pelas secções, será que o critério deveria ser unicamente o número de militantes de cada secção?
- Será que faz sentido que as inerências tenham direito de foto?
- E enfim, se entrarmos na matéria da revisão estatutária, matéria que me é muito grata, muitos mais assuntos poderíamos discutir, tais como: A livre militância, a limitação de mandatos, a incompatibilidade de exercer orgãos executivos simultaneamente, pelo menos, no plano distrital e nacional, a questão da expulsão definitiva dos militantes, enfim, uma vasta panóplia de questões práticas e que afectam directamente o funcionamento da JSD. Mas também questões de matéria mais teórica/programática, como sejam os princípios fundamentais e as tarefas primordiais da nossa estrutura.
- Por último, evidentemente, tem interesse uma análise das duas candidaturas em disputa eleitoral e, o inerente balanço do mandato da última comissão política nacional.
P.S(D) - Daqui por meia hora tem início o Debate entre os dois candidatos, Duarte Marques e Carlos Reis, na Faculdade de Direito de Lisboa.
Qui suo jure utitur neminem laedit
Ainda o anti-qualquer coisa (2)
Sinceramente, não tenho muita paciência para as habituais técnicas de distorção de argumentos, tão caras aos socialistas, e para os horrores de virgens ofendidas. A minha abordagem analítica e discursiva tem sempre um pendor eminentemente académico e, como tal, não contem comigo para ser politicamente correcto.
Contudo, como estou aqui de espírito aberto, e como nunca viro cara a qualquer confronto, pelo contrário, eu até lhe faço o obséquio de continuarmos a discutir isso. Peço-lhe é que não se fique apenas pela classificação de "infeliz". Arranje substância para os seus argumentos.
Ficam ainda dois reparos. Um, à sua afirmação de que Por ser um blogue que reúne vários quadrantes ideológicos, apreciei a forma inusitada como começou por «lançar alguns temas para a “mesa”». Aquilo que está subjacente às suas afirmações, e que já percebi logo no início, não é a tolerância mas o relativismo moral e intelectual, muito característico da Modernidade. Não conte comigo para isso. Como escreveu Gray em Gray's Anatomy, a respeito de Hayek, "a modern conservative must be a moral and intellectual radical".
Por último, o segundo reparo é à sua presunção ignorante: "Pelo menos não considerou o socialismo uma ideologia totalitária e escravizante do indivíduo. Um pequeno progresso." Juro que tive que me conter para não soltar uma gargalhada. Quer mesmo discutir isto? É mais que óbvio que o socialismo é uma ideologia totalitária e escravizante do indivíduo. Quando quiser discutir isto a sério, avise.
Bene tibii
Apresentação - Pedro Correia
Pedro Correia tem 22 anos e é licenciado em Economia pela Universidade Nova de Lisboa. Concluiu o Mestrado em Gestão com especialização em Estratégia, igualmente na Universidade Nova de Lisboa. Actualmente desempenha as funções de analista de negócio na Direcção de Estratégia da Vodafone Portugal. É director de parcerias da WACT (ONGD Portuguesa). A nível político, é vice-presidente da Comissão Política da JSD/Moscavide, Conselheiro Distrital de Lisboa da JSD e é membro da Assembleia de Freguesia da Portela.
É do Sport Lisboa e Benfica. Viveu 6 meses em Estocolmo, ao abrigo do programa Erasmus. A maneira mais fácil de o encontrar é numa corrida depois do trabalho entre o Cais da Matinha e o Parque Tejo em Lisboa.